Saudosismo. Fracking saudosismo.
Saturday, April 14th, 2007Tenho uma confissão a fazer. Eu adorava, adorava a primeira versão de Galáctica. Não me entendam mal, eu adoro a atual, mas nos anos 80 eu era bem mais… impressionável.
Não havia nada realmente “espacial”, nós tínhamos visto Guerra nas Estrelas no Cinema em 77, e estávamos sedentos por mais. Glen A. Larson percebeu essa demanda e misturou filosofia Mórmon, meia-dúzia de excelentes cenas de batalhas espaciais (repetidas ad nauseum por toda a série) e bolou um roteiro bom o bastante para cativar sua audiência.
Uma das provas da força da série é que a imagem dos Cilônios cromados é facilmente reconhecida até hoje.
Como não havia videocassete, havia muito pouco que eu pudesse fazer para ter a série comigo. Mesmo assim, dei meu jeito. Eu gravava os episódios em FITA K7, ouvindo-as inúmeras vezes em meu fiel gravador. Era fechar os olhos e pronto, estava eu lá visualizando o episódio. Quer saber? Funciona maravilhosamente bem.
Mais tarde tive uma idéia melhor ainda; passei a transcrever os diálogos, com uma fiel Remington. No mínimo isso me ensinou a digitar, digo, datilografar rápido.
A série foi perdendo graça quando começaram a achar a Terra toda semana, e os Escoteiros SuperPoderosos, mais as Motos Voadoras não ajudaram. Mesmo assim Galáctica rendeu episódios excelentes, como o A Mão de Deus, onde captam a transmissão do pouso da Apollo XII.
Pelos padrões de hoje, claro, a série não se sustenta nem para uma platéia de 8 anos ou menos. Tudo bem. Ela cumpriu seu dever, entretendo uma geração e servindo de embrião para uma das melhores séries de ficção científica de todos os tempos.