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Bones: me ganhou em uma frase

Thursday, November 15th, 2007


Eu comecei a assistir Bones por acaso. Não estava muito interessado eu mais um show de ciência forense, e em mais um show com o David Boreanas, que ainda estava muito marcado como Angel.

Mesmo assim, comecei a assistir, gostei mas logo percebei que não era muito CSI. Em Bones os protagonistas usam tecnologia digna de Star Trek, isso com o tempo enche, perde a graça.

Por outro lado a idéia da personagem principal ser uma nerd cheia de manias e opiniões esquisitas é bem legal. Em um episódio estão discutindo como dizer a um garotinho que a mãe havia morrido, ela sugere uma abordagem direta.

Mais ainda; a atriz, Emily Deschanel me agrada. Ela não tem uma beleza clássica. Seus traços são fortes, diferentes, é o tipo de beleza que precisa ser apreciado em pequenas doses, até nos habituarmos.

Só que beleza não põe a mesa, e os arcos começaram a ficar chatos. Inventaram um pai criminoso pra personagem, o Angel (viu? Não dá pra esquecer o personagem) ficou com crise existencial, foi parar no psicólogo, e os dois estão naquele chove-não-molha estilo Gata e o Rato.

Parei de ver por um tempo, mas ontem resolvi assistir mais um.

Foi o bastante para a série ganhar um novo voto de confiança.

No episódio “Soccer mom in the mini-van”, segundo da terceira temporada, Booth (o Angel) e Bones estão incomodando um agente veterano do FBI, que tinha sido instrutor do Booth. Uma hora o agente diz, para Booth:

“Sabe, Booth, ela deve ser muito boa de cama, porque eu não vejo nenhum outro motivo pra você mantê-la por perto”

E a Bones responde, no melhor estilo nerd, sem sequer se ofender:

“Eu sou, muito boa, mas o Booth não tem nenhum conhecimento direto desse fato”

A cena ficou tão boa que eu não resisti. Assisti outros episódios, voltei a gostar da série, consegui inclusive perceber que ela não está mais seguindo a linha Star Trek, resolvendo casos cabeludos apenas invertendo a polaridade ou puxando um mega dispositivo mágico da gaveta.

Eles só precisam fazer direito o dever de casa. Ouvir em dois ou três episódios que “berimbau” é uma pequena flauta típica do Brasil é dose.