Archive for April, 2007

Buffy e Vampira?

Saturday, April 28th, 2007


Eu sei, é uma ironia e tanto, infelizmente só nós, brasileiro, entendemos.

Ghost Whisperer - eu vi

Friday, April 27th, 2007


Seguindo a indicação do Cobra, assisti um episódio de Ghost Whisper, com a Jennifer Love Hewitt. Minha conclusão?

São excelentes.

As 300 de Lesbos

Saturday, April 21st, 2007

Pois é, mudaram a Cidade-Estado.

O episódio desta semana de South Park, D’Ykes foi uma paródia descarada do filme 300. Cheguei ao ponto de ficar rindo sozinho no bar, com o iPod na mão.

Recapitulando rapidamente: O professor das crianças Mr Garrison um dia descobriu que era gay. Passou a andar com um escravo sadomasoquista, Mr Slave. Depois foi adiante, tornou-se transsexual, culminando com uma operação de mudança de sexo. Passou a se chamar Mrs Garrison e até transou com Richard Dawkins.

No episódio ele começa uma aula super-irritado, pois saiu com um sujeito que correu, ao fazer a pergunta “você costumava ser homem?” “como se isso importasse”, foi a reclamação de Mrs Garrison.

Na academia de ginástica, ele, digo, ela é abordada por uma outra mulher, e ambas começam a reclamar de como os homens são ruins. A nova amiga leva a Mrs Garrison para um bar só de garotas, o Les Bos (a pronúncia é LEBÔ). Aos poucos ela é seduzida, terminam na casa da Mrs Garrison, transando.

No dia seguinte, a má-notícia: O Bar vai ser fechado. Está sendo comprado por um grupo de persas. Eles irão fazer coisas horríveis, como decorar tudo com cortinas azuis e pingentes dourados.

Mrs Garrison decide resistir, e quando o emissário do empresário persas, Xerxes (claro, né?) diz que é loucura, leva um chute no saco, em câmera lenta, com um rockão pauleira ao fundo, com Mrs Garrison dizendo:

“MADNESS? THIS IS LESBOS!”

Elas resistem ao primeiro ataque de persas carregando cortinas e pingentes, tanto que chamam a atenção de Xerxes, que chega em um Hummer dourado, com trono no alto e direito até a um peão pra ficar de quatro fazendo escadinha. Ah, a voz é no mesmo estilo da do Santoro, em 300.

Xerxes oferece à Mrs Garrison o controle sobre todos os clubes da região, riquezas, etc. Ela não aceita. Quando a situação está insustentável, espiões revelam o segredo de Xerxes:

Xerxes era mulher, mas na sua cultura não poderia ser dona dos clubes.

Mrs Garrison seduz Xerxes, acabam transando e o clube é salvo.

South Park é um daqueles programas que não fica velho, e com um modelo de produção insano, conseguem fazer episódios de forma muito rápida. Vide o especial duplo onde falaram sobre os cartuns de Maomé, ou o com participação especial de Steve Irwin.

O mais legal é que aos poucos dá pra entender o processo de pensamento dos caras. Começaram falando do filme, depois lembraram de outras cidades famosas, chegaram a Lesbos (preferida por 9 entre 10 homens como local de lazer e contemplação) e então devem ter imaginado: Quem vamos colocar lá?

Usar um dos personagens femininos não teria a mesma graça. Seria óbvio, justamente o que o show não pode ser.

Amanhã falarei sobre o especial de páscoa, onde explicam inclusive a origem do chapéu grandão do Papa.

Essa Cheerleader só melhora

Wednesday, April 18th, 2007

De todos os poderes do Sylar, eu acho que o melhor é poder passar a mão na bunda da cheerleader e ela ainda gostar.  

Saudosismo. Fracking saudosismo.

Saturday, April 14th, 2007

Tenho uma confissão a fazer. Eu adorava, adorava a primeira versão de Galáctica. Não me entendam mal, eu adoro a atual, mas nos anos 80 eu era bem mais… impressionável.

Não havia nada realmente “espacial”, nós tínhamos visto Guerra nas Estrelas no Cinema em 77, e estávamos sedentos por mais. Glen A. Larson percebeu essa demanda e misturou filosofia Mórmon, meia-dúzia de excelentes cenas de batalhas espaciais (repetidas ad nauseum por toda a série) e bolou um roteiro bom o bastante para cativar sua audiência.

Uma das provas da força da série é que a imagem dos Cilônios cromados é facilmente reconhecida até hoje.

Como não havia videocassete, havia muito pouco que eu pudesse fazer para ter a série comigo. Mesmo assim, dei meu jeito. Eu gravava os episódios em FITA K7, ouvindo-as inúmeras vezes em meu fiel gravador. Era fechar os olhos e pronto, estava eu lá visualizando o episódio. Quer saber? Funciona maravilhosamente bem.

Mais tarde tive uma idéia melhor ainda; passei a transcrever os diálogos, com uma fiel Remington. No mínimo isso me ensinou a digitar, digo, datilografar rápido.

A série foi perdendo graça quando começaram a achar a Terra toda semana, e os Escoteiros SuperPoderosos, mais as Motos Voadoras não ajudaram. Mesmo assim Galáctica rendeu episódios excelentes, como o A Mão de Deus, onde captam a transmissão do pouso da Apollo XII.

Pelos padrões de hoje, claro, a série não se sustenta nem para uma platéia de 8 anos ou menos. Tudo bem. Ela cumpriu seu dever, entretendo uma geração e servindo de embrião para uma das melhores séries de ficção científica de todos os tempos.

House pelos motivos errados

Saturday, April 14th, 2007

 

Uma das séries mais ousadas da TV, House venceu mesmo cometendo o pecado de não ter um protagonista simpático. Mais ainda; ele faz questão de não ser simpático. Isso é errado. Ele é um médico de TV. Médicos de TV devem ser humanos, caridosos, devem se envolver pessoalmente com cada paciente. Acalentar e entender.

Médicos de TV devem ser bonitos e bem arrumados, como o Doug Ross ou aquele médico croata de E.R. que se entrar em uma sala onde já esteja um ente do sexo feminino os higrômetros num raio de trinta metros explodem.
Já House fica olhando pros peitos da chefe.

Eu acho o sucesso da série um pouco esquisito, pois o protagonista é a representação do maior medo de muita gente: um sujeito extremamente competente e inteligente. Ciente de suas capacidades e sem nenhum problema em lembrar aos outros disso.

House é antes de tudo um misantropo. Ele não gosta de gente. Por isso não tolera racismo e discriminação. Considera isso uma espécie de favorecimento. Seria dar especial atenção a um grupo.

Pessoas assim são solitárias por opção. É a coisa do melhor só que mal acompanhado. Mas isso não quer dizer que House não tenha amigo. Tem. Um. Que sofre mais que os pacientes. Em compensação com o House ele pode se soltar, coisa que não faz o resto do dia.

O problema quando você é bonzinho é que querem que você o seja o tempo todo.
O tipo de personagem House está aparecendo mais e mais. Hoje além dele temos o dr Cox, em Scrubs e o excelente Shark. Eles não são tão radicais quanto House mas cumprem seu papel.

Um detalhe curioso é que a maioria das mulheres assiste House atrás de mostras de humanidade, momentos de fraqueza e emoção, pra poderem dizer “eu não disse?”.

Quase como o Luke no Império Contra-ataca. “eu sinto que ainda há bem nele”. Bem, meninas, desculpem, sei que está no DNA feminino tentar regenerar canalhas mas House está melhor do jeito que está. Não tentem achar que o que atrai vocês nele hoje existirá se ele se tornar um homem gentil carinhoso e trocador de fraldas.

A definição de misantropo dada acima na verdade está errada. Não é que não gostemos de ninguém. Só somos muito seletivos. Quem quiser se aproximar terá que chamar nossa atenção. Mostrar-se digno de nosso tempo.

Soa arrogante, desnecessário e metido? Tudo bem. Não fazemos questão de sua aprovação.

Séries e Séries

Thursday, April 12th, 2007

Reparei que existem vários níveis de interesse entre as séries que gosto. É estranho, me sinto quase traindo as séries que vejo de vez em quando, mas é a vida.

Algumas séries, como House, Galáctica, Shark e Heroes assisto com devoção religiosa, correndo desesperado atrás de episódios.

Outras séries eu assisto quando entram no meu radar, como Scrubs, Lei e Ordem (qualquer uma das 8) e CSI (qualquer um dos 5).

Já outro grupo de séries funciona como eventual. São séries como Psych, The Unit, The L Word (que ao contrario de House admito assistir com o som ligado) que são interessantes o bastante para me atrair, mas não despertam o UAU que uma boa série cativante desperta.

O triste disso tudo é quando uma série desce de categoria. Lembro que assistíamos vidrados Ally McBeal, até que um dia, em minha antiga casa, reparei que havia se passado mais de mês, e nada de sentarmos pra ver Ally. Pois é. Da Categoria 1 a série caiu direto pra 3.

Outras sobem vertiginosamente. Eu lembro que não dava a menor bola pra Arquivo X, até assistir um episódio na casa de minha amiga Sonia Rosemberg. Foi amor à primeira vista. Até a penúltima temporada, quando a série deveria ter acabado. Aí ela caiu, caiu até sumir em silêncio.

Na média continuo vendo tanta TV como sempre vi, mas devo dizer que a qualidade está excelente. Dizem que até as séries que não vejo são boas. Isso é um alivio, os anos 90 foram um lixo. O mundo não precisa de Thunder, com Hulk Hogan. Nem de Um Homem Chamado Falcão.

O que mundo precisa mesmo é de uma forma de organizar todas essas séries e achar espaço em nossas vidas para elas.